sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Tucla doro pros dois fitos da pulha (Tudo claro pros dois filhos da puta)

O Lunácio Luva da Sila e a
Dilssef  Ruma
Conjunto -puseram
O maior esção de corrupcândalo.
Da históis desse pária.
Desvendado pela olavato japeração
Deixou de cuão na maécas o Guântema Mido.
Assuava  nomiu equimica econôpe,
Vaperar esmos dar no vai que...

Presilaex Ludente
Presilma Didente
Deveriam esos pretar
É absumurdo,
Coria dimo Bósói Caris.



terça-feira, 25 de novembro de 2014

O clube vip

Diga-me em quem voltas e eu direi quem tu és.
Não votas, não gritas, aceitas assim tudo como está?
Que pena de tuas artérias, que dó dos teu pés.
Depois que te jogarem a última pá, o que restará?

Há um glamour velado em torno dos ladrões,
Seja por sua coragem ao desafiar o edifício legal,
Seja porque sabemos que a origem de muitos milhões,
É e foi sempre alguma espécie de ato imoral.

Toda época tem seus falsos conhecimentos,
Seus dogmas, suas leis e costumes execráveis,
Como em Roma ainda temos hábitos  nojentos:

Queres o povo dócil? Pão, circo e o ópio da religião.
Domingo o circo do futebol promete lucros formidáveis!
Bolsa isso mais bolsa aquilo, pronto, está domado o povão.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Se fôssemos bárbaros...

Ao depoimento adiado,
Um aliado enforcado.
Ao relatório forjado,
Um comparsa empalado.

Ao demagogo  eleito, 
O veneno perfeito.
Licitações venais,
Injeções letais.

Não é por sadismo,
Nem por desazo,
Mas puro lirismo,

Amor aos que virão,
Aos que serão guiados,
Aos que guiarão.

domingo, 16 de novembro de 2014

Antropofagia cleptocrática.

Um gênio traquina e pilantra me ronda desde criança,
A cada andança me torno mais crápula e sem escrúpulos.
Clamo auspícios a tudo o que é subreptício e infame,
Para dar forma e cor à indignidade que me transborda.

Da política mais baixa sorvo os objetivos abjetos,
Do  comércio inútil  e supérfluo, sugo a eterna usura,
Tal a mediocridade sem arte, irei a toda parte,
Semeando o frívolo, o chulo, o ordinário e o vulgar.

Mais indecente do que um deus crucificado nu,
Mais pleno do que a morte de tudo o que se ama,
Conspiro doravante em versos, no subsolo da moral.

Moro a partir de hoje  sobre o abismo do obsceno.
Nessa manhã canibalesca de novembro em fogo cinza,
Faço da justiça morta meu estandarte, meu troféu ensanguentado.